Deixar
Surpreendentimente, a gente é rendido pelo tempo!
Refletindo o meu passado,
aquele estado
constantemente julgado por mim,
como se eu amasse aquele estado
que na verdade era do tamanho
de uma cidadezinha,
Pequenina, mas implicante pra mim. Segui!
Cheguei até aqui,
até hoje,
até este momento em que você me lê ou me ouve.
Refletido em meu passado,
aquele estado
constantemente julgado por mim,
como se eu amasse aquele estado
que na verdade era do tamanho
de uma cidadezinha.
É claro que houve momentos
em que eu não dei ouvidos pra mim,
e muito menos pra você,
e como em uma montanha-russa
eu me joguei que nem sagui.
Se fosse seguro, eu me jogava mesmo,
sem medo de ser fé e luz.
Gritava, sorria, brigava.
Sentia na pele o que é ser fé e luz.
Todos nós precisamos de fé e luz.
Precisamos aprender a criar isso em nós.
Plantar e cuidar até nascer a nossa flor de lis.
Refletido em meu passado,
aquele estado
constantemente jogado por mim,
como se eu amasse aquele estado
que na verdade era do tamanho
de uma cidadezinha.
Eu duvidava!
Ah como me estimulavam a duvidar de mim.
Eu jamais vou entender o porquê as pessoas agiam assim,
gostaria, mas não há tempo, não há clima.
A tecnologia não nos deu o tempo livre
que o marketing nos prometeu.
Então, refletido em meu passado,
aquele estado
constantemente jogado por mim,
era como se eu armasse aquele estado
que na verdade era do tamanho
de uma canoa pequena.
E à deriva na imensidão do mar,
eu remava!
Eu procurei terra firme.
As poucas ilhas em que eu atraquei
foram perigosas pra mim
ou não me cabia ali.
Sentia que eu incomodava.
Por mais que eu desse o meu melhor
e prometesse que iríamos trabalhar juntos ali,
por algum motivo,
eu incomodei!
Ilhas imaturas!
Não deu para viver assim.
Então, mais uma vez eu parti
e refleti o meu passado,
aquele estado
constantemente jogado por mim,
como se eu armasse aquele estado
que na verdade era do tamanho
de uma garoa fina.
E ela era fria!
Molhou todas as frestas da minha mente aflita,
chegando a me ensopar.
Assim como eu,
aquela água fria ainda me incomoda bastante.
Então, resolvi partir o espelho que me faz refletir
todo aquele estado constantemente jogado por mim.
Eu vou quebrar o espelho!
Eu quero parar de ir e vir,
de refletir.
Eu quero quebrar!
Eu quero ver o que sobra de mim.
E quero partir ele em pedaços.
Ver os estilhaços pela última vez refletindo cada pequena parte de mim
e partir!
Não quero me ver por fora
refletido naquele vidro sem alma.
Eu vou partir, viver como se eu fosse alma.
Não tem a ver com morte.
Tem a ver com consciência livre,
com uma alma ativa que sabe dirigir o corpo
moldando cada sorriso pleno ou desnecessário.
Uma alma que faz o corpo dançar
enquanto ela ama esse constante movimento.
O corpo perece,
e os julgamentos nos dias de hoje são só números.
Likes e deslikes... Deixadas de seguir....
Deixar de refletir, de "re" qualquer coisa.
Só seguir
e confiar
em
si
!

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